Conheça o Arcos da Lapa na Cidade Maravilhosa

Os Arcos da Lapa, também conhecido como Aqueduto da Carioca, foram construídos no século XVIII, entre os anos de 1725 e 1744. O objetivo da obra era transportar a água da nascente do Rio Carioca, até o Largo da Carioca, a fim de abastecer a população da cidade.

No começo dos anos 1600, foram iniciados os estudos para que as águas do Rio Carioca abastecessem o povo. Só mais de duas décadas depois, em 1624, um contrato para a realização do condutor de água foi firmado. No ano 1660, as obras ainda estavam longe do fim. Somente em 1706, sob o governo de dom Fernando Martins Mascarenhas Lancastro (1705-1709), a construção, que contou com braços de escravos e indígenas, foi intensificada.

Alguns anos depois, no governo de Antônio de Brito Freire de Menezes (1717-1719), iniciaram-se as obras de instalação dos canos de água através da antiga Rua dos Barbonos – atual Rua Evaristo da Veiga.

Sob o governo de Aires de Saldanha e Albuquerque Coutinho Matos e Noronha (1719-1725), em 1720, o encanamento alcançou o Campo da Ajuda (atual Cinelândia). Foi esse governador quem, alterando o projeto original, defendeu a vantagem de se prolongar a obra até ao Campo de Santo Antônio (atual Largo da Carioca), optando pelos chamados Arcos Velhos – um aqueduto ligando o morro do Desterro (atual morro de Santa Teresa) ao morro de Santo Antônio, inspirado no Aqueduto das Águas Livres, de Lisboa.

Com o tempo, novas soluções para o abastecimento de água foram criadas. Com isso, o Aqueduto da Carioca, a partir de 1896, passou a ser utilizado como viaduto para os novos bondes de ferro, principal meio de acesso do centro aos altos do bairro de Santa Teresa.

Hoje, as lembranças que ficam são outras. No entanto, é impossível desassociar os Arcos da Lapa (ou o Aqueduto da Carioca) da memória do povo do Rio de Janeiro. Seja para o abastecimento de água ou para se abastecer com uma boa cerveja gelada em uma noite de boêmia e diversão.

Os Arcos da Lapa são um grande símbolo e uma marca do Rio de Janeiro. É um dos monumentos mais visitados na cidade. Diariamente, muitas pessoas passam pelo local e, certamente, se identificam com ele.

Reportagem: Redação Amazônia sem Fronteiras

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