Em Cingapura: Eike Batista revela propina de R$ 20 milhões para Aécio Neves

Em delação à Procuradoria-Geral da República, Eike Batista afirmou que pagou R$ 20 milhões de propinas a Aécio Neves por meio de Alexandre Accioly, ex-sócio de Luciano Huck na rede de academias Bodytech.

De acordo com o empresário, o dinheiro seria uma contrapartida pela ajuda de tucano às empresas do grupo de Eike junto ao poder público, principalmente no estado de Minas. Entre os benefícios citados por Eike está a concessão de licenças ambientais.

O empresário foi preso duas vezes, mas teve prisão revogada pelo TRF2 em agosto do ano passado. De acordo com o Ministério Público Federal, no total, Eike movimentou mais de R$ 800 milhões entre 2010 e 2013 em transações com indícios de manipulação do mercado de ações.

Essa não é a primeira vez que Accioly aparece como operador de propinas de Aécio. Em dezembro de 2017, a PGR e a Polícia Federal (PF) revelou um esquema de propinas a Aécio no valor de R$ 50 milhões, repassados pela Odebrecht (R$ 30 milhões) e pela Andrade Gutierrez (R$ 20 milhões).

A propina teria sido depositada em uma conta de offshore em Cingapura em nome de uma pessoa vinculada a Accioly, que é padrinho de um dos filhos de Aécio.

A propina teria sido para atuar em nome de empreiteiras na construção da Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia.

À coluna de Bela Megale, o deputado Aécio disse, por meio de sua assessoria, que a “acusação é falsa e absurda” e que “jamais intercedeu em favor de qualquer interesse do Sr. Eike Batista”.

“É lamentável que acusações levianas, como essa, sejam aceitas por autoridades sem a menor comprovação, exclusivamente para atender interesse de um réu confesso de inúmeros crimes e que, agora, busca obter benefícios através de falsas imputações que jamais serão comprovadas exatamente por serem falsas”, diz a nota.

Reportagem: Redação Amazônia sem Fronteiras

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