Exposição fotográfica homenageia primeira pianista do Amazonas

A exposição acontece a partir de quinta-feira, 25/4, o Museu da Imagem e do Som, no Palacete Providencial, situado na Praça Heliodoro Balbi, s/n, Centro.

Inspirada na vida e obra da primeira pianista do Estado do Amazonas, Celeste Ramos, a exposição fotográfica “Se esse piano falasse”, de autoria do fotógrafo e artista visual Tácio Melo, abrilhantará, a partir de quinta-feira, 25/4, o Museu da Imagem e do Som, no Palacete Providencial, situado na Praça Heliodoro Balbi, s/n, Centro.

O projeto, contemplado no edital Conexões Culturais de 2017, da Prefeitura de Manaus, tem como base pesquisas realizadas pelo artista sobre a biografia da primeira pianista do Amazonas, com recortes de jornais e fotografias da época.

A exposição é composta por 28 fotografias produzidas em parceria com as fotógrafas Selma Maia e Gisele Gomes, com participação da atriz, cantora e bailarina, Evelyn Félix, que representa a pianista Celeste Ramos. As obras recebem, ainda, a curadoria do professor e pesquisador, Otoni Mesquita.

Durante a abertura da exposição, uma mesa redonda  comandada por Tácio Melo receberá convidados do cenário da fotografia do Amazonas para um bate papo sobre a experiência da produção e processo criativo sobre a história da obra da primeira pianista do estado do Amazonas.

Inspiração

Filha de mãe brasileira e pai português, Celeste Ramos nasceu em Portugal e mudou-se para a capital amazonense ainda jovem.  Antes mesmo da inauguração do Teatro Amazonas, em 1896, Celeste já dava seus primeiros passou na música clássica.

A riqueza do princípio do Ciclo da Borracha proporcionou à artista grandes privilégios para a sua desenvoltura artística.  Porém, com a crise da borracha e morte da irmã, Ária Ramos, assassinada durante um baile de Carnaval de 1915, a pianista foi levada a mudar de cidade e a vender o seu melhor amigo, “o piano”, leiloado dias ates de sua partida.  Celeste Ramos na época, além de tocar piano, tocava harpa e violino e participou de diversos saraus em Manaus, Rio de Janeiro e em outros países.

A produção

Para representar a pianista, Tácio Melo convidou a atriz, cantora e bailarina amazonense, Evelyn Félix. A réplica de um piano de cauda em madeira, construído pelo artesão Márcio Thomaz, compõe o cenário de grande parte das fotografias, que foram realizadas na Praça do Largo de São Sebastião, Praça Dom Pedro II, Biblioteca Pública do Estado do Amazonas e Museu Casa Eduardo Ribeiro, todos localizados no Centro Histórico de Manaus.

O figurino rústico de época com fino acabamento, criado pelo artista Arnaldo Barreto, traz cores frias e referências e traços, que simbolizam o período de Carnaval de época em contraste com a crise da borracha, dando originalidade à personagem Celeste Ramos. A produção do cabelo e maquiagem ficou por conta da design de moda e make-up, Ana Paula Simões.

O idealizador

Artista plástico e fotógrafo, o amazonense Tácio Melo iniciou seus trabalhos artísticos como autodidata aos oito anos de idade, com pinturas em técnicas óleo sobre tela. Sempre inspirado em histórias, seus trabalhos desde cedo remetem ao universo literário.

Os temas e histórias que participam da criação do artista, que antes eram transformadas em desenhos, agora ganham vida também no cenário da fotografia. Seus trabalhos são voltados para o crescimento artístico-cultural da cidade de Manaus, sempre relacionados com a história do Amazonas e Manaus.

Curadoria

Convidado pelo autor do projeto, Otoni Mesquita assina a curadoria da exposição “Se esse piano falasse”. Além das atividades acadêmicas, o artista plástico e historiador atua na área artística desenvolvendo obras em vários suportes, gêneros e materiais.

SERVIÇO

O quê: Exposição Fotográfica “Se este piano falasse” – Um conto sobre Celeste Ramos”

Quando: De 25 de abril a 30 de junho de 2019, de terça a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 9h às 14h

Onde: Museu da Imagem e do Som – Palacete Provincial, situado na Praça Heliodoro Balbi, S/N, Centro

Quanto: Gratuito

Amazônia sem Fronteiras / Fonte: Assessoria Manauscult

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