A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), sob o comando do delegado Charles Araújo, com o apoio da Companhia Independente de Policiamento com Cães (CIPCães), deflagrou, na terça-feira, a operação ‘Nêmesis’, que resultou nas prisões de três motoristas de aplicativos, envolvidos no homicídio e na ocultação de cadáver do adolescente Pedro Adley Fernandes, que tinha 17 anos. A vítima estava desaparecida desde o dia 21 de junho deste ano.
De acordo com o delegado Charles Araújo, no dia do delito, a irmã do adolescente, uma mulher de 27 anos, compareceu a DEHS para registrar um Boletim de Ocorrência (BO). Na ocasião, ela informou que o irmão dela havia sido sequestrado, pois os vizinhos deles verificaram que um veículo, supostamente modelo Ônix de cor prata, estava com alguns homens, provavelmente, motoristas de aplicativo, rondando a casa da família.
“Nesse momento, eles estavam atrás de uns indivíduos que haviam praticado roubos contra um deles na área do bairro Gilberto Mestrinho, zona leste da cidade. Na delegacia, a irmã da vítima relatou também que o adolescente não possuía ficha criminal e que teria sido confundido com outra pessoa. Após tomarmos conhecimento do delito, imediatamente iniciamos as investigações”, detalhou Araújo.
O titular da DEHS destacou que, após quatro meses do crime, as equipes chegaram à identificação dos indivíduos. Durante as investigações, os policiais constataram que o carro utilizado no sequestro era de uma locadora, e que Pedro Adley não teve qualquer participação no roubo ao motorista de aplicativo.
Prisões
Ao longo das diligências realizadas nesta quarta, foram presos Cleyton Augustinho dos Santos, 29; João Rodrigues Maciel, 33, conhecido como ‘João dos Aplicativos’, que é candidato a vereador; e Kameron Braga Pereira, 20. As prisões ocorreram nos bairros Tarumã e Nova Cidade, zonas oeste e norte de Manaus respectivamente. Segundo a autoridade policial, outras quatro pessoas também já foram indiciadas pela participação na ação criminosa.
Reportagem: Redação Amazônia sem Fronteiras