63º Festival Folclórico do Amazonas começa neste sábado

O 63º Festival Folclórico do Amazonas – Categoria Ouro – inicia neste sábado (24/08), às 19h, no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho – Sambódromo de Manaus. O primeiro dia contará com apresentações das modalidades de garrote regional, ciranda e Boi-Bumbá. O evento, promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), vai até o dia 31 de agosto e tem entrada gratuita.

A primeira apresentação é do grupo “Estrelinha” (garrote regional), seguido de “Sensação da Raiz” (ciranda) e “Maravilha” (ciranda), além dos grupos de Boi-Bumbá Master A – “Galante de Manaus”, “Corre Campo” e “Garanhão”. Além das apresentações, o Festival terá barracas de comidas típicas localizadas nos blocos H e D do Sambódromo. Próximo a estes blocos, na área externa, também estará disponível um playground para crianças.

Entre as cirandas, o grupo “Sensação da Raiz” apresenta o tema “A sensação das ondas do mar fez balançar o coração de Lia de Itamaracá”, uma homenagem a uma das mais famosas cirandeiras do Brasil, a dançarina, compositora e dançarina de ciranda Maria Madalena Correia do Nascimento, conhecida como Lia de Itamaracá.

Já o grupo de ciranda “Maravilha” defende o tema “Honorato, o Encantado”, sobre um dos personagens tradicionais da ciranda, o rezador e curador Seu Honorato, que por meio de sua fé, do conhecimento das ervas medicinais e rezas milagrosas, exerce o papel de médico. Com o tema, o grupo também valoriza os benzedores e benzedeiras amazônicos.

Campeão da categoria Master B em 2018, o Boi-Bumbá Galante de Manaus defende neste ano o tema “Aiwri Cawa – O Espírito do Gavião”, sobre a história do índio Ajuricaba, que liderava a nação indígena dos Manaós e batalhou contra a invasão portuguesa.

“Viemos com este tema para homenagear o povo manauara e os 350 anos da cidade de Manaus. Ajuricaba representa um povo batalhador, guerreiro, que apesar das adversidades, resiste, e ainda é o grande guardião das florestas. Ainda teremos a lenda do pirarucu e o ritual sobre o menino da aldeia que se torna pajé. Vai ser bem legal e esperamos conquistar o público”, destaca o presidente do Galante, Gilson Nascimento.

Campeão do Master A em 2018, o Boi-Bumbá Corre Campo defende o tema “Manaus, Manaó, 350 anos”, uma homenagem a capital do Amazonas. “Viemos homenagear Manaus ao dizer que, mesmo após esses 350 anos, o território em que vivemos ainda pertence aos índios manaó e todos nós somos herdeiros deles. Em nossa apresentação vamos fazer uma viagem pela história de Manaus, passando pela chegada dos europeus, o confronto com os índios, a morte de Ajuricaba, até chegar à Belle Époque. Também vamos mostrar o quanto a brincadeira de boi representa a cidade de Manaus”, afirma o diretor de arena e da comissão artística do Boi Garanhão, Leon Medeiros.

Último a se apresentar, o Boi Garanhão, atual vice-campeão da modalidade Master A, traz o tema “Garanhão, um boi de raiz e tradições”. De acordo o diretor de arena Wallace Almeida, o Boi-Bumbá do Educandos vai contar o processo de criação do folclore local, aliado às tradições do bairro.

“O bairro do Educandos é um celeiro do folclore amazonense, de onde surgiu o Boi Garanhão e diversas outras danças e manifestações, então vamos contar como isso aconteceu. Além disso, teremos a lenda do boto, o ritual da tucandeira e uma homenagem Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira do Educandos. Estamos ensaiando desde março com afinco para que possamos ter sucesso nesse Festival”, declara.

No domingo, o Festival Folclórico do Amazonas continua com grupos das modalidades de garrote tradicional, tribo, bumbá regional, cacetinho, quadrilha tradicional, bumbá tradicional e dança regional.

Reportagem: Redação Amazônia sem Fronteiras

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