EUA inauguram embaixada em Jerusalém sob banho de sangue

A inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, concretizando uma das promessas mais polêmicas do presidente Donald Trump, traduziu-se em um banho de sangue na Faixa de Gaza, nesta segunda-feira, onde 52 palestinos foram mortos por tiros israelenses.

O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, informou que, entre as vítimas mortais, oito têm menos de 16 anos.

Enquanto as autoridades americanas e israelenses celebravam um momento “histórico” e a força de sua aliança em uma enorme tenda branca no terreno da nova embaixada, dezenas de milhares de palestinos protestavam a algumas dezenas de quilômetros de distância, na Faixa de Gaza.

Os mais determinados enfrentaram, colocando suas vidas em risco, os tiros dos soldados israelenses, lançando pedras e tentando forçar a barreira de segurança fortemente vigiada.

Israel havia avisado que usaria “todos os meios” para proteger seus soldados e a cerca, evitando assim o cenário de pesadelo de uma incursão em Israel de palestinos que provavelmente atacariam as populações civis vizinhas.

Segundo o último balanço provisório do Ministério da Saúde de Gaza, 52 palestinos foram mortos, e 1.700 ficaram feridos.

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que está preocupado com o número de pessoas mortas na Faixa de Gaza durante os protestos. Guterres se manifestou nesta segunda-feira em Viena, enquanto os confrontos ocorriam na região e assessores do presidente norte-americano, Donald Trump, inauguravam representação diplomática do país na cidade sagrada.

“Estou particularmente preocupado com as notícias vindas de Gaza com o grande número de pessoas mortas”, disse Guterres.

 

Reportagem: Redação Amazônia sem Fronteiras

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