“Segurança Pública no Amazonas está em descontrole”, diz Serafim Corrêa

O conflito em Caapiranga, que ocasionou a morte de duas pessoas e o feriu outras nove – entre elas o delegado e o promotor de justiça do município – só confirma o descontrole na segurança pública no Estado. A análise foi feita pelo deputado Serafim Corrêa (PSB), na manhã da última quinta-feira (23), na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).

O parlamentar lembrou também episódio semelhante no município de Borba.

“Isso foi um ato de selvageria. O que aconteceu em Caapiranga – também tinha acontecido em Borba e aqui em Manaus, na Zona Leste – são situações lamentáveis que, há alguns anos, era algo impensável de se ver em nosso Estado. Mas, o que me assusta mais ainda foi a solução encontrada pelo governador para resolver o problema”, disse Serafim.

O parlamentar criticou a nomeação do coronel da Polícia Militar, Walter Cruz, por parte do governador Amazonino Mendes, para o cargo de secretário extraordinário, com a missão de comandar as Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, além do comando dos titulares da Secretária de Segurança Pública (SSP-AM) e Administração Previdenciária (Seap).

“Tenho todo o respeito pelos coronéis da PM, mas o governador nomeou para o cargo de secretário extraordinário um coronel com o objetivo de coordenar o secretário de segurança pública, o comandante da PM, e do Corpo de Bombeiros. Convenhamos que isso vai estabelecer um duplo comando. Um conflito de hierarquia. Quem está acima? Quem está abaixo? Quem manda em quem? Estabelecer essa onda, esse conflito, só vai aumentar ainda mais a onda de confusão que acontece hoje na segurança”.

O líder do PSB manifestou a sua preocupação diante dos conflitos e disse que a visão do governo para solucionar o problema da segurança é equivocada.

“Manifesto a minha preocupação com a “solução” que foi proposta e encaminhada por vossa excelência, o governador do estado, numa visão absolutamente equivocada de um problema que é o mais sério ao lado da saúde e que aflige a população manauara e amazonense”.

 

Reportagem: Redação Amazônia sem Fronteiras

- PUBLICIDADE -