Saúde da mulher: Dicas de vida longa

O Portal Amazônia sem Fronteiras separou nesta reportagem dicas importantes para a saúde da mulher.

1.Cuide do coração

Mais de 500 mil mulheres morrem todos os anos nos Estados Unidos por doenças do coração, superando o número de homens mortos pela mesma causa. No Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a incidência de infarto em mulheres tem crescido e deverá passar a de homens em poucos anos. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres ficando acima de problemas como câncer de mama e de colo de útero, segundo a Organização Mundial da Saúde. Ainda assim, tais doenças aparecem mais associadas ao universo masculino, com bem menos destaque para as mulheres que os tumores.

A cada ano, mais mulheres são vítimas de doenças cardiovasculares no Brasil. Por conta disso, são necessários alguns cuidados especiais, já que o músculo cardíaco delas possui algumas particularidades em relação ao dos homens. O coração delas é menor, as artérias coronárias são mais estreitas e a frequência cardíaca de repouso maior, ou seja, o coração é mais acelerado. Essas mudanças, em si, não são grandes causadoras de problemas, mas é importante ficar atenta, porque o diâmetro dos vasos pode favorecer o acúmulo de gorduras no futuro. Também são diferentes os sintomas que as mulheres sentem em caso de infarto. Geralmente não há a presença de dois sinais bastante reconhecidos: aquela forte dor no peito do lado esquerdo e o formigamento no braço.

Visite regularmente seu cardiologista e mantenha seus exames em dia.

  1. Durma bem

Dormir pouco e mal não faz bem a saúde. No entanto, novos estudos apontam que as mulheres são as principais vítimas da privação de sono.

Um estudo conduzido pela Faculdade de Medicina de Warwick, na Inglaterra, diz que mulheres que dormem pouco estão mais sujeitas a sofrer de aumento da pressão arterial. Outro, realizado na Universidade de Medicina de Pittiburgh, nos Estados Unidos, encontrou fortes conexões entre a falta de sono e problemas no relacionamento.

Os pesquisadores de Warwick afirmam que as mulheres tendem a dormir menos que os homens devido ao maior número de atividades que desempenham (conciliando trabalho, família, casa e vida pessoal) e não a problemas como insônia, depressão ou síndrome das pernas inquietas.

O sono é importante para regular as funções cerebrais, incluindo a regulação dos níveis hormonais, daí também o maior risco de mulheres que dormem mal serem obesas, pois as substâncias que afetam o apetite sofrem alterações. Em média, mulheres que dormem menos do que seis horas por noite consomem 329 calorias a mais por dia do que as que descansam mais tempo.

  1. Controle o estresse

As mulheres são mais estressadas que os homens de acordo com dados do Programa de Avaliação do Estresse da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Os hormônios fazem o estresse afetar homens e mulheres de maneira diferente. Preocupação excessiva, tensão crônica, tremores, sensação de respiração curta ou sufocada, medo de perder o controle, medo de morrer ou ondas de calor são alguns dos sintomas da ansiedade relacionados ao estresse. Realizar atividades que proporcionam prazer, como ler um livro, praticar atividades físicas ou ouvir música.

  1. Diga não ao sedentarismo

De acordo com a pesquisa Vigitel (Vigilância dos Fatores de Risco e Proteção para Doenças), divulgada em abril de 2015 pelo Ministério da Saúde, os homens são mais ativos fisicamente do que as mulheres:  mais de 40% se exercitam durante seu tempo livre ante 30% das mulheres. Outra pesquisa, denominada Trabalho remunerado e trabalho doméstico – uma tensão permanente e realizada pela organização recifense SOS Corpo – Instituo Feminista pela Democracia e pelos institutos Data Popular e Patrícia Galvão, revelou que 75% das 800 mulheres consultadas afirmavam enfrentar uma rotina exaustiva. Dentre as entrevistadas, 98% reportaram que além de trabalhar, ainda precisavam cuidar da casa e 58% declararam não ter tempo para cuidar de si.  O sedentarismo é, atualmente, considerado uma doença pela Organização Mundial da Saúde e deve ser tratado como tal. Ele é um dos principais causadores de outras doenças, como obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e até problemas emocionais. Praticar ao menos 30 minutos de atividade física três vezes por semana já são suficientes para trazer enormes benefícios à sua saúde.

  1. Alimente-se bem

Que uma boa alimentação traz benefícios enormes para a saúde, ninguém discute. No entanto, poucas mulheres sabem que problemas típicos de seu gênero também podem ser prevenidos com ajuda da dieta. Um estudo realizado pela Boston University e publicado no jornal American Journal of Epidemiology descobriu que mulheres que comem duas porções de vegetais por dia têm 45% menos chances de desenvolver câncer de mama. Segundo a pesquisa, alimentos como brócolis, mostarda, couve e hortaliças verdes desempenham um papel ainda maior na redução de chances de câncer de mama, pois são ricos em glucosinolatos, aminoácidos que tem uma função importante na prevenção e tratamento da doença. Além deles, outros alimentos como alho, nabo, alface, abóbora e espinafre possuem menores quantidades de gluconisolatos, e devem fazer parte da dieta.Outro problema que atinge grande parte das mulheres é a cefaléia. 76% das brasileiras sofrem com algum tipo de dor de cabeça. Uma pesquisa desenvolvida pela Escola de Ciências da Saúde da Universidade Griffith, na Austrália, descobriu que uma dieta rica em vitaminas do complexo B pode ajudar a prevenir crises de enxaqueca. Fígado de boi, mariscos, ostras cruas, atum, ovos e leite são boas fontes dessa vitamina.

  1. Previna-se

Algumas doenças acometem somente as mulheres como câncer de mama, câncer de colo de útero e endometriose. Outras, apesar de também atingirem homens, são mais comuns entre as mulheres como infecção urinária, osteoporose e candidíase. Visite regularmente um ginecologista e mantenha seus exames atualizados. Não espere pelos sintomas. Prevenção adequada trazem longevidade e qualidade de vida.

Reportagem: Redação Amazônia sem Fronteiras

 

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